Sem ti é tudo tão menos...
Menos alegre, menos intenso,
menos colorido, menos descansado...
Faltas-me nos mais pequenos gestos:
quando me preparo para deitar,
ou quando acordo a meio da noite,
quando entro nesta casa estranha,
quando me visto e dispo...
Levanto sempre os olhos à procura,
e depois lembro-me que não estás...
Tento que dias e noites voem,
e até te encontrar novamente,
vivo um tempo de batota,
em que 24, nem sempre são 24,
porque as horas esticam e encurtam!
Até breve meu amor...
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quinta-feira, 20 de agosto de 2009
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Pergunto-me se estarei doida...
Inundam-me os sentimentos:
euforia, espanto, receio, alegria!
A vida, sem aviso ou contemplações,
decide, conspira, transforma-se...
Ainda saboreamos uma novidade
e surgem outra e outra e outra!
Pergunto-me se estarei doida...
Mas o teu verde e doce olhar,
a tua mão segurando a minha
mostram-me que não estou só.
Sinto-a crescer em mim, em nós,
esta nova força, um novo amor,
uma revolução prestes a surgir,
e não consigo parar de sorrir...
Pergunto-me se estarei doida...
euforia, espanto, receio, alegria!
A vida, sem aviso ou contemplações,
decide, conspira, transforma-se...
Ainda saboreamos uma novidade
e surgem outra e outra e outra!
Pergunto-me se estarei doida...
Mas o teu verde e doce olhar,
a tua mão segurando a minha
mostram-me que não estou só.
Sinto-a crescer em mim, em nós,
esta nova força, um novo amor,
uma revolução prestes a surgir,
e não consigo parar de sorrir...
Pergunto-me se estarei doida...
terça-feira, 16 de junho de 2009
Negros queixumes
Sem o sol, que me afasta as penas,
fico à mercê de todas as sensações;
hoje tão cinza como estas nuvens!
Num grito de alma, silencioso,
porque aqui não me deixam gritar,
cerro os olhos e fujo para longe.
Longe deste lugar escuro e frio,
onde perco os meus dias,
torno a sentir-me verdadeira e una.
Em dias negros, que me embrulham,
como um celofane turvo e feio,
queria poder andar para trás
ou mesmo andar para a frente
iludindo o tempo e este negrume...
fico à mercê de todas as sensações;
hoje tão cinza como estas nuvens!
Num grito de alma, silencioso,
porque aqui não me deixam gritar,
cerro os olhos e fujo para longe.
Longe deste lugar escuro e frio,
onde perco os meus dias,
torno a sentir-me verdadeira e una.
Em dias negros, que me embrulham,
como um celofane turvo e feio,
queria poder andar para trás
ou mesmo andar para a frente
iludindo o tempo e este negrume...
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Amanhã
Olho para trás e vejo
uma vida cheia de finais
e enormes recomeços.
Audácia, receio, ignorância,
e verdadeiros golpes de sorte
arrastaram-me até aqui.
Por uma vez sei o que quero,
sei quem e quanto quero;
mas neste tortuoso labirinto,
de histórias misturadas
e memórias perdidas,
não encontro o caminho
que me leva até ao amanhã.
uma vida cheia de finais
e enormes recomeços.
Audácia, receio, ignorância,
e verdadeiros golpes de sorte
arrastaram-me até aqui.
Por uma vez sei o que quero,
sei quem e quanto quero;
mas neste tortuoso labirinto,
de histórias misturadas
e memórias perdidas,
não encontro o caminho
que me leva até ao amanhã.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Sinto-lhes a falta
Sinto a falta das minhas amigas,
das risadas à volta da mesa,
das conversas atrevidas
e perguntas indiscretas...
Vejo-nos, como éramos antes,
e sinto o cheiro das praias
nos longos verões partilhados.
Recordo lágrimas, risos, segredos,
dramas que nunca o foram,
mágoas das que nem deixam marca.
Lembro amores, paixões e desamores,
as primeiras saídas nocturnas,
os bares e as discotecas.
Tantas loucuras que me aturaram!
Sinto a falta das minhas amigas...
Nestas vidas trocadas e corridas,
nem conseguimos encontrar
um pequeno momento nosso!
Um almoço ou mesmo lanche,
um jantar, um café ou um nada,
apenas dois dedos de conversa...
das risadas à volta da mesa,
das conversas atrevidas
e perguntas indiscretas...
Vejo-nos, como éramos antes,
e sinto o cheiro das praias
nos longos verões partilhados.
Recordo lágrimas, risos, segredos,
dramas que nunca o foram,
mágoas das que nem deixam marca.
Lembro amores, paixões e desamores,
as primeiras saídas nocturnas,
os bares e as discotecas.
Tantas loucuras que me aturaram!
Sinto a falta das minhas amigas...
Nestas vidas trocadas e corridas,
nem conseguimos encontrar
um pequeno momento nosso!
Um almoço ou mesmo lanche,
um jantar, um café ou um nada,
apenas dois dedos de conversa...
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Sonho colorido
Enrosco-me na cadeira,
o olhar fixo no ecrã,
e sonho...
Sonho dias sem reuniões,
sonho que não estou presa
num inferno cinza e laranja;
sonho cores imaginárias
que nem sei descrever;
sonho um par de asas
que me levam a terras distantes;
sonho horas de sol e de chuva,
nuvens que aqui não vejo,
flores e árvores do jardim...
Sonho-te a ti sem distância,
céu e mar à nossa volta
e a areia rolando sob os pés,
colados num beijo sem fim...
o olhar fixo no ecrã,
e sonho...
Sonho dias sem reuniões,
sonho que não estou presa
num inferno cinza e laranja;
sonho cores imaginárias
que nem sei descrever;
sonho um par de asas
que me levam a terras distantes;
sonho horas de sol e de chuva,
nuvens que aqui não vejo,
flores e árvores do jardim...
Sonho-te a ti sem distância,
céu e mar à nossa volta
e a areia rolando sob os pés,
colados num beijo sem fim...
segunda-feira, 25 de maio de 2009
A serra
Sentados no teu cavalo mecânico,
abraço-me a ti e saímos à aventura.
Descobrimos caminhos de terra,
carreiros perdidos, esquecidos,
quase não trilhados por gente.
A adrenalina em perfeita medida:
nem de menos, para que não entedie,
nem demais, para que não assuste.
Tento abarcar e gravar na memória,
os detalhes, os cheiros e as cores
destes sítios que vamos deixando...
Passamos por todos os tons de verde,
escuro, claro, amarelado, azulado,
em ervas, arbustos, giestas, árvores.
O aroma adocicado da vegetação,
com salpicos de flores silvestres,
em arbustos de ervas de cheiros.
No cimo de cada cerro, perco o fôlego,
a vista estonteia, espanta-me,
nesta paisagem bela e agreste.
No Algarve que poucos conhecem,
sem praias, turistas ou frenezim,
apenas a serra e os seus...
abraço-me a ti e saímos à aventura.
Descobrimos caminhos de terra,
carreiros perdidos, esquecidos,
quase não trilhados por gente.
A adrenalina em perfeita medida:
nem de menos, para que não entedie,
nem demais, para que não assuste.
Tento abarcar e gravar na memória,
os detalhes, os cheiros e as cores
destes sítios que vamos deixando...
Passamos por todos os tons de verde,
escuro, claro, amarelado, azulado,
em ervas, arbustos, giestas, árvores.
O aroma adocicado da vegetação,
com salpicos de flores silvestres,
em arbustos de ervas de cheiros.
No cimo de cada cerro, perco o fôlego,
a vista estonteia, espanta-me,
nesta paisagem bela e agreste.
No Algarve que poucos conhecem,
sem praias, turistas ou frenezim,
apenas a serra e os seus...
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Pequeno sonho
Sonhei uma vida, nova, por estrear,
dei-lhe forma, criei-a, fi-la minha.
Enchi esta vida de mim e de ti,
com pequenos nadas de amor,
coloridos, como um arco-iris.
Na loucura deste belo sonho,
perdi-me dos dias iguais,
do sol que nasce e se põe,
do trabalho, da casa, do carro.
Na loucura deste sonho,
esta vida, nova, por estrear,
é maior e mais bela que o sol,
maior e mais bela que o mar.
É ter um eterno verão...
E eu sou feliz, com sorriso grato,
por um pequeno grande sonho!
dei-lhe forma, criei-a, fi-la minha.
Enchi esta vida de mim e de ti,
com pequenos nadas de amor,
coloridos, como um arco-iris.
Na loucura deste belo sonho,
perdi-me dos dias iguais,
do sol que nasce e se põe,
do trabalho, da casa, do carro.
Na loucura deste sonho,
esta vida, nova, por estrear,
é maior e mais bela que o sol,
maior e mais bela que o mar.
É ter um eterno verão...
E eu sou feliz, com sorriso grato,
por um pequeno grande sonho!
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Salto no escuro
Num verdadeiro turbilhão
ideias vão e vêm, sem descanso;
tento desesperadamente fugir
mas o pensamento é veloz...
Olhando a minha vida,
colocada do lado de fora,
chego a assustar-me:
existe algo esquizofrénico
no sequência dos meus dias...
Não sei, nem quero acolher
uma vida simples e plácida,
sem impulsos e surpresas,
sem correrias e viragens,
sem urgências e emergências
sem riso louco e choro dorido.
Quero uma vida vivida, rica,
de sensações e sentimentos,
sem arrependimentos, receios,
cheia de paixão, amor e alegria.
Quero abraçar a loucura,
acreditar e saltar no escuro!
Se cair e as feridas surgirem,
sei que saberei curá-las...
ideias vão e vêm, sem descanso;
tento desesperadamente fugir
mas o pensamento é veloz...
Olhando a minha vida,
colocada do lado de fora,
chego a assustar-me:
existe algo esquizofrénico
no sequência dos meus dias...
Não sei, nem quero acolher
uma vida simples e plácida,
sem impulsos e surpresas,
sem correrias e viragens,
sem urgências e emergências
sem riso louco e choro dorido.
Quero uma vida vivida, rica,
de sensações e sentimentos,
sem arrependimentos, receios,
cheia de paixão, amor e alegria.
Quero abraçar a loucura,
acreditar e saltar no escuro!
Se cair e as feridas surgirem,
sei que saberei curá-las...
terça-feira, 19 de maio de 2009
Horas perdidas
Preguiçando sem desculpa,
penso em tudo e em nada!
Penso com lógica e acerto
e sonho o que nunca será...
Desbravo ideias, sensações,
analizo amores e desamores,
terapeuta de mim mesma,
apenas espero soluções!
Semicerro os olhos e vejo
um passado borrado, baço,
e, logo depois, o futuro.
Entre ambos fica o agora,
cheio de promessas e alegria.
A minha impulsividade indomada
e impaciência, guiam-me, cega,
no melhor e pior, sem rede ou GPS.
Quero viver cada dois dias em um,
quero que o tempo se desfaça
e siga as minhas instruções
para que o futuro e o presente
possam ser um só...
penso em tudo e em nada!
Penso com lógica e acerto
e sonho o que nunca será...
Desbravo ideias, sensações,
analizo amores e desamores,
terapeuta de mim mesma,
apenas espero soluções!
Semicerro os olhos e vejo
um passado borrado, baço,
e, logo depois, o futuro.
Entre ambos fica o agora,
cheio de promessas e alegria.
A minha impulsividade indomada
e impaciência, guiam-me, cega,
no melhor e pior, sem rede ou GPS.
Quero viver cada dois dias em um,
quero que o tempo se desfaça
e siga as minhas instruções
para que o futuro e o presente
possam ser um só...
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Amor de dois em sete
De apenas quarenta e oito horas
fazemos a nossa semana!
Passeamos, amamos, rimos...
Com a sofreguidão do novo
e o conforto de algo antigo
- assim somos nós a dois.
Nem sei bem porquê ou como!
Criamos estas memórias partilhadas,
brincando com passado e futuro.
Memórias para os outros dias,
aqueles em que a distância nos vence...
Queria saber vencer o tempo,
poder atrasá-lo, adiantá-lo,
quando te tenho ou me faltas.
Queria saber vencer os kilómetros,
deitar-te a cabeça no meu colo,
e gastar esta ternura infinita.
fazemos a nossa semana!
Passeamos, amamos, rimos...
Com a sofreguidão do novo
e o conforto de algo antigo
- assim somos nós a dois.
Nem sei bem porquê ou como!
Criamos estas memórias partilhadas,
brincando com passado e futuro.
Memórias para os outros dias,
aqueles em que a distância nos vence...
Queria saber vencer o tempo,
poder atrasá-lo, adiantá-lo,
quando te tenho ou me faltas.
Queria saber vencer os kilómetros,
deitar-te a cabeça no meu colo,
e gastar esta ternura infinita.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Distâncias...
Minha doce descoberta,
meu querido, meu amor,
sinto a falta dos teus beijos,
das carícias e abraços.
Sinto falta das palavras,
docemente segredadas,
que me acendem o olhar.
Sinto falta de dançarmos,
esquecidos de tudo o resto,
num ritmo apenas nosso.
Se alguns dias fossem eternos
poderíamos passá-los juntos,
enlaçados em ternura.
meu querido, meu amor,
sinto a falta dos teus beijos,
das carícias e abraços.
Sinto falta das palavras,
docemente segredadas,
que me acendem o olhar.
Sinto falta de dançarmos,
esquecidos de tudo o resto,
num ritmo apenas nosso.
Se alguns dias fossem eternos
poderíamos passá-los juntos,
enlaçados em ternura.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Em casa
Quero correr até ti nesta alegria,
atirar os meus braços ao teu pescoço
e beijar-te incessantemente...
Beijos loucos e beijos doces,
sentindo a pele arder,
quase como uma doença.
O coração abandona-me,
rebentando-me no peito!
Falta-me ar, sobeja-me vida.
Passas-me os braços pela cintura
e elevas-me aos céus, sem esforço,
como se me soubesses há muito.
Tens a mesma loucura e doçura...
Tens dois olhares, dois toques,
dois sorrisos, dois quereres.
Embrulho-me no teu corpo,
como um manto de aconchego
e sinto-me em casa, finalmente!
atirar os meus braços ao teu pescoço
e beijar-te incessantemente...
Beijos loucos e beijos doces,
sentindo a pele arder,
quase como uma doença.
O coração abandona-me,
rebentando-me no peito!
Falta-me ar, sobeja-me vida.
Passas-me os braços pela cintura
e elevas-me aos céus, sem esforço,
como se me soubesses há muito.
Tens a mesma loucura e doçura...
Tens dois olhares, dois toques,
dois sorrisos, dois quereres.
Embrulho-me no teu corpo,
como um manto de aconchego
e sinto-me em casa, finalmente!
terça-feira, 28 de abril de 2009
You...
Sinto-me louca, doida de paixão!
Um verdadeiro amor adolescente:
grande, terno, inconveniente e lindo.
Não consigo parar de te tocar.
Beijo-te uma, outra e outra vez,
olhando os teus olhos verdes e perco-me!
Deixo de saber o tempo, o espaço
e quero que o mundo pare.
Quero poder ficar assim, em ti.
Quero que a distância se encurte,
os quilómetros se dissolvam
e poder estar contigo agora, já!
Um querer tão forte que sufoca,
acelera o coração vertiginoso
e entontece-me o sorriso...
Um verdadeiro amor adolescente:
grande, terno, inconveniente e lindo.
Não consigo parar de te tocar.
Beijo-te uma, outra e outra vez,
olhando os teus olhos verdes e perco-me!
Deixo de saber o tempo, o espaço
e quero que o mundo pare.
Quero poder ficar assim, em ti.
Quero que a distância se encurte,
os quilómetros se dissolvam
e poder estar contigo agora, já!
Um querer tão forte que sufoca,
acelera o coração vertiginoso
e entontece-me o sorriso...
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Morte enunciada
Neste vazio de emoções,
nem consigo rever-me...
Sinto o frio de ser sem estar!
Densa névoa que cresce,
enchendo-me o coração vago.
O negro do luto por mim,
bordando o corpo desfeito,
escurece-me o caminho.
As mágoas nem me tocam
e não existe o que perder...
Apenas vazio, intenso vazio,
alimentado por anos e anos.
Serei o nada em que me tornei
sem a esperança de voltar
a ocupar esta concha vazia.
Acendei uma vela, duas,
por este coração morto, inerte
que não bate por ninguém,
nem sequer por mim...
nem consigo rever-me...
Sinto o frio de ser sem estar!
Densa névoa que cresce,
enchendo-me o coração vago.
O negro do luto por mim,
bordando o corpo desfeito,
escurece-me o caminho.
As mágoas nem me tocam
e não existe o que perder...
Apenas vazio, intenso vazio,
alimentado por anos e anos.
Serei o nada em que me tornei
sem a esperança de voltar
a ocupar esta concha vazia.
Acendei uma vela, duas,
por este coração morto, inerte
que não bate por ninguém,
nem sequer por mim...
Fogo frio
O medo tolda-me os sentidos;
quero tanto encontrar-te,
que quase receio que aconteça!
E se tudo não for além de
Uma fantasia maravilhosa?
Que poderei querer depois?
Por que milagre esperarei,
quando novamente só?
Quem me fará depois sorrir,
meu querido deus do fogo?
E se em ti não encontrar mais que
uma amizade estreita e doce,
ao contrário do que me prometem
a intuição e o coração?
quero tanto encontrar-te,
que quase receio que aconteça!
E se tudo não for além de
Uma fantasia maravilhosa?
Que poderei querer depois?
Por que milagre esperarei,
quando novamente só?
Quem me fará depois sorrir,
meu querido deus do fogo?
E se em ti não encontrar mais que
uma amizade estreita e doce,
ao contrário do que me prometem
a intuição e o coração?
terça-feira, 21 de abril de 2009
Ele
Com um sorriso nos lábios
pelas promessas trocadas
aguardo o momento certo.
Teus olhos verdes fitam-me,
doces, envolventes, hipnóticos,
e não sei dizer-te que não.
Passo os meus dedos
pelo teu cabelo de fogo
e sei que serás meu.
Já o sabia de antes,
antes de nos tocarmos,
antes de nos conhecermos.
Estaremos longe novamente,
maldizendo o tempo e a distância
e imaginar-te-ei aqui, comigo.
pelas promessas trocadas
aguardo o momento certo.
Teus olhos verdes fitam-me,
doces, envolventes, hipnóticos,
e não sei dizer-te que não.
Passo os meus dedos
pelo teu cabelo de fogo
e sei que serás meu.
Já o sabia de antes,
antes de nos tocarmos,
antes de nos conhecermos.
Estaremos longe novamente,
maldizendo o tempo e a distância
e imaginar-te-ei aqui, comigo.
domingo, 19 de abril de 2009
Fadas e dragões
Em noites encantadas
paira no ar o mistério,
uma névoa sobe do rio
e acorda as criaturas.
Criaturas boas e más,
fadas, gnomos e monstros
na Lisboa adormecida.
Olhando pela janela,
as ruas calmas e sós,
ninguém adivinharia!
Lisboa tem segredos...
Seres que se escondem
nas sombras de vielas,
sereias que sobem o rio,
dragões que pairam
sobre negras nuvens,
pequenas fadas cintilantes
que salpicam a água de luz.
Ao raiar da madrugada,
todos eles recolhem,
ao lar que os protege
- a minha imaginação!
paira no ar o mistério,
uma névoa sobe do rio
e acorda as criaturas.
Criaturas boas e más,
fadas, gnomos e monstros
na Lisboa adormecida.
Olhando pela janela,
as ruas calmas e sós,
ninguém adivinharia!
Lisboa tem segredos...
Seres que se escondem
nas sombras de vielas,
sereias que sobem o rio,
dragões que pairam
sobre negras nuvens,
pequenas fadas cintilantes
que salpicam a água de luz.
Ao raiar da madrugada,
todos eles recolhem,
ao lar que os protege
- a minha imaginação!
O sussurrar do coração
Palpites, sonhos, intuições,
um empurrão inexplicável,
que parece vir de dentro...
Conduzida docemente,
sem a análise fria, lógica;
Com passos hesitantes,
num jogo algo arriscado.
Guiada por promessas
sussurradas em voz mágica,
vou apreciando o caminho.
Que maravilhas encontrarei,
nesta viagem inesperada?
Que pessoas e emoções
virão enriquecer-me?
Sigo esta melodia imparável,
sempre inaudível aos demais,
sorrindo, dançando e amando.
um empurrão inexplicável,
que parece vir de dentro...
Conduzida docemente,
sem a análise fria, lógica;
Com passos hesitantes,
num jogo algo arriscado.
Guiada por promessas
sussurradas em voz mágica,
vou apreciando o caminho.
Que maravilhas encontrarei,
nesta viagem inesperada?
Que pessoas e emoções
virão enriquecer-me?
Sigo esta melodia imparável,
sempre inaudível aos demais,
sorrindo, dançando e amando.
sábado, 18 de abril de 2009
Ressuscitando sorrisos
Tão simples recompôr um sorriso!
Ainda que comece por ser esgar,
que se vai rasgando e crescendo,
amor, humor e atenção são a cura.
Quando o silêncio fica abafado,
pelas palavras que se cruzam,
submergimos noutras imagens.
Esta doçura é incontornável,
E o sorriso abre, mais e mais...
Com tiradas inesperadas,
de humor assaz refinado,
o sorriso é, finalmente, riso.
Tanto, que nem conseguimos
sequer recordar o motivo
pelo qual o tinhamos perdido!
Ainda que comece por ser esgar,
que se vai rasgando e crescendo,
amor, humor e atenção são a cura.
Quando o silêncio fica abafado,
pelas palavras que se cruzam,
submergimos noutras imagens.
Esta doçura é incontornável,
E o sorriso abre, mais e mais...
Com tiradas inesperadas,
de humor assaz refinado,
o sorriso é, finalmente, riso.
Tanto, que nem conseguimos
sequer recordar o motivo
pelo qual o tinhamos perdido!
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